O mal da mídia
Mais uma vez eu retorno pra falar do caso da menina Eloá, mas agora pra abordar um outro tema, a mídia.
Desde as primeiras horas do sequestro, já iniciou o acompanhamento ao vivo dos acontecidos dentro do apartamento, principalmente pelas emissoras paulistas, Bandeirantes e Record/Record News.
Sinceramente, nunca vi tanto proveitamento e oportunismo em volta de um caso como esse, enquanto muitos morrem de fome, ficam supervalorizando esse caso.
A Globo tembém ficou falando nisso por muitas vezes, mas ela continuou com sua grade de programação, enquanto as outras ficaram com o sequestro no ar o tempo inteiro, aproveitando-se da desgraça alheia, e ninguém merece o infeliz do Datena narrando, quem vê pensa que ele é o homem mais entendido de sequestros e assaltos do mundo, deveriam chamar ele pra negociar com o Lindemberg.
Com a transmissão ao vivo, só pudemos perceber que a mídia colaborou com o caso e era exatamente o que o rapaz queria, aparecer.
Além do mais, a transmissão ao vivo, atrapalhou a ação dos policiais (não quero tirar a culpa deles), pois qualquer movimentação era narrada pela TV, onde o jovem Lindemberg tinha noção do que acontecia lá fora (ou você acha qu ele não tava com a TV ligada lá?), ponto totalmente desfavorável em situações como essa.
Com certeza, nos EUA, a transmissão seria impedida de acontecer pra não atrapalhar, mas no Brasil a mídia manda e desmanda.
Mais uma vez, Brasil!
Comentários
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Pois é, muitas vezes a mídia abusa…
É lamentável, pois os jornalistas têm o poder da informação, o qual eu considero uma coisa gigante, e muitas vezes usam isso de forma errada.